Entenda as causas reais de falhas em redutores. O guia técnico da MACOPEMA te auxilia a maximizar a vida útil do seu acionamento com manutenções.
Para indústrias com tempo operário elevado ou que apresentam condições severas de produção, as falhas em redutores são inevitáveis – cedo ou tarde. Nesse cenário, todos os outros componentes do acionamento também sofrem algum tipo de prejuízo, como os motores e acoplamentos.
Eles apresentam a função essencial de transformar a energia elétrica em movimento e, por consequência, esse movimento em torque (força). Por isso, caso não haja um plano de manutenção eficiente, é questão de tempo até que uma parada atrapalhe a produtividade da sua planta.
Além disso, as paradas corretivas apresentam riscos à saúde financeira por dois motivos:
- Sua produção para. Logo, seu lucro também;
- Quando a falha acontece, o custo e o MTTR (Mean Time To Repair) é muito superior a um reparo preventivo ou preditivo.
Leia este artigo da MACOPEMA e entenda a importância de uma equipe de service para contribuir com sua inteligência de manutenção mecânica. Conheça três falhas em redutores mais comuns para depositar sua atenção!
Manutenção preventiva: conheça anomalias antes que se tornem falhas em redutores
Antes de tudo, não é comum que um motoredutor industrial falhe inesperadamente sem emitir sinais prévios. Na maioria das vezes, a quebra é o estágio final de uma anomalia que é ignorada por semanas. Por essa razão, a assistência técnica especializada da MACOPEMA foca na manutenção preventiva como a principal solução contra as quebras de redutores.

O que é uma manutenção preventiva em redutores de velocidade?
Diferente da corretiva (após a quebra), a manutenção preventiva atua na identificação e correção de desgastes antes que eles se tornem falhas críticas. Este serviço baseia-se em inspeções periódicas, estipuladas de acordo com a severidade da operação. O processo envolve desde a análise da qualidade do óleo até a verificação de folga interna em engrenagem. Em suma, isso garante que o perfil das engrenagens e os rolamentos trabalhem dentro das tolerâncias de projeto.
Quais os benefícios das manutenções preventivas no cenário industrial?
Em suma, realizando análises regulares da saúde do seu motoredutor:
- A curto prazo: reduz custos altos com reformas emergenciais e trocas completas de equipamentos;
- A longo prazo: aumenta a segurança do maquinário e, principalmente, do operador. Dessa maneira, uma planta que previne falhas domina seus próprios resultados.
Conheça a seguir algumas causas de falhas em redutores para sua atenção ser dobrada!
Falha #01: erros de lubrificação
As falhas ligadas aos redutores estão comumente relacionadas à lubrificação incorreta. Nesse sentido, os sinais mais comuns incluem vazamentos, desgaste prematuro e superaquecimento. Por certo, aparecerão danos significativos aos componentes internos.
A equipe de manutenção deve monitorar três fatores críticos:
- Método de lubrificação insuficiente: em redutores verticais ou com grandes distâncias entre centros. Existem tipos de lubrificação que podem não atingir os rolamentos superiores. Nesses casos, a engenharia do fabricante deve prever sistemas de lubrificação indicados;
- Contaminação e oxidação: a entrada de umidade, poeira mineral ou partículas metálicas degrada o filme lubrificante. Isso transforma o óleo em uma pasta abrasiva que acelera o desgaste do perfil evolvente dos dentes;
- Viscosidade incorreta: Utilizar um óleo com viscosidade diferente da recomendada pela MACOPEMA altera a capacidade de carga da película protetora. Inclusive, são gerados superaquecimento e contato metal-metal.

Falha #02: sobrecarga e o erro de cálculo no fator de serviço (FS)
Muitas vezes, o subdimensionamento é causado por uma compra que considera apenas o custo imediato ou a potência nominal do motor. No entanto, ignorar a dinâmica real da carga é um erro. Um redutor que opera “no limite” sofre com picos de torque que geram pequenos desgastes em peças. Com o tempo, essas fissuras se acumulam e causam pausas produtivas inesperadas.
Com a finalidade de selecionar o redutor ideal para sua aplicação, a MACOPEMA utiliza o Fator de Serviço (FS). Ele é um coeficiente multiplicador que ajusta a capacidade do redutor à aplicação. Mede três variáveis fundamentais:
- Tipo de carga: a carga é uniforme (como um ventilador) ou possui choques pesados (como um britador)?
- Regime de operação: o equipamento funcionará 2, 10 ou 24 horas por dia?
- Frequência de partidas: quantas vezes o motor tem picos de partida por dia?
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O Fator de Serviço transforma a “Potência Nominal” em “Potência de Seleção”. Você tem um motor de 10cv, mas sua aplicação é severa (com choques fortes) e exige um FS de 1,5. Assim, o seu projeto precisa de um motoredutor que suporte 15cv de capacidade mecânica.
Falha #03: desalinhamento e cargas externas
O desalinhamento acontece quando os eixos de componentes acoplados diretamente formam ângulos entre si ou estão deslocados. Isso provoca elevadas vibrações radiais e/ou axiais. Por outro lado, o desbalanceamento também se manifesta quando o centro de massa não coincide com o centro de rotação.
Nessas situações, geram-se forças não calculadas que provocam grandes amplitudes de vibração.

O papel da engenharia no retrofit de recuperação do redutor
Muitas indústrias operam com redutores de fabricantes que já deixaram o mercado ou modelos obsoletos que não acompanham a demanda de produção atual. Por consequência, é aqui que entra o retrofit industrial.
O retrofit vai além de um simples reparo; ele garante uma atualização tecnológica no sistema. Através da engenharia reversa e peritagem, a MACOPEMA substitui componentes internos antigos por engrenagens otimizadas (melhorando o grau de recobrimento e o perfil). Transformamos um redutor antigo em um dispositivo de alta confiabilidade e totalmente intercambiável com a base original.
Melhores práticas para estender a vida útil do acionamento
Manter um redutor operando em sua máxima performance exige planejamento. Não se trata apenas de reagir a falhas. Pelo contrário, é sobre criar uma cultura de manutenção ativa.
No geral, a equipe de manutenção pode iniciar as análises periódicas focando em três sentidos:
- Visual: verifique o nível de óleo através do visor e procure por sinais de “suor” ou vazamentos nas vedações e juntas da carcaça. Contudo, observe também a integridade da pintura e a presença de oxidação nos eixos;
- Auditiva: ruídos excessivos podem indicar falta de lubrificação ou desalinhamento. Da mesma forma, sugerem dentes lascados ou fadiga nos rolamentos;
- Tato: se a carcaça apresentar vibrações fora do padrão, há um problema de desalinhamento ou folga interna excessiva.
MACOPEMA: engenharia de confiança para movimentar o futuro
Com mais de 40 anos de história, a MACOPEMA é fabricante de redutores e motoredutores de velocidade, além de acoplamentos elásticos. Aliás, nossa engenharia 100% nacional permite desenvolver desde produtos de catálogo até soluções personalizadas para siderurgia, mineração e agroindústria, entre outras.

Dispomos de um amplo portfólio de soluções prontas para assegurar a robustez da sua operação:
- Produtos de catálogo: redutores, motoredutores e acoplamentos para siderurgia, mineração, papel e celulose, açúcar e etanol, etc;
- Fabricação de componentes: serviços de usinagem e peças sobressalentes, incluindo engrenagens retas e helicoidais;
- Soluções personalizadas: desenvolvemos redutores especiais integrando engenharia 100% nacional.
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